
A piedade é uma busca por um coração purificado, por uma vida em que o ensino da Palavra se traduz nas ações, intenções, inclinações e motivações.*
Desenhando algumas definições: piedade cristã
A piedade é uma busca = por um coração purificado
Você é piedoso enquanto busca, pois a piedade não é o fim e sim o meio.
Coração purificado = ensino da Palavra traduzido (nas ações, intenções, inclinações e motivações)
Ação = fim último da tradução do ensino (visível). Resultado das nossas intenções. A piedade não está na ação
Intenção = o que você sente e compreende por sua vontade própria (só você sabe das suas intenções). É o fruto das nossas inclinações.
Inclinação = é o resultado voluntário do coração. É a direção natural que o coração toma sem o pensamento ou intenção humana, para agir, se inclinar. É a inclinação do coração que vai orientar nossas intenções. A inclinação do nosso coração é o resultado das nossas motivações.
Motivações
O que motiva o seu coração?
Motivar segundo o dicionário: Determinar os estímulos, as motivações para que algo se realize; estimular: a psicóloga motivou a equipe a se esforçar mais.
Motivar também pode ser definido como dar combustível.
A piedade está intrinsicamente nas inclinações do corações, pois é o único lugar onde não conseguimos por nossa própria vontade a modificar.
O certo é que não somo avaliados por Deus a partir de elementos visíveis ou contáveis. Ele vê nosso corações. A Palavra usa expressões como 'corações puro', 'de todo o teu corações' e 'integridade do corações' para nos ensinar que somos avaliados por Cristo pelas coisas do corações, e não pela nossa roupagem. Jesus conhece o secreto das nossas vidas. Ele não se interessa pelas construções levantadas, realizações aplaudidas ou teses defendidas. Ele olha de forma direta, profunda e completa para nossos corações. E é justamente nessa arena que seremos encontrados fiéis, ou não. Salmos 51:10, 78:72, Mateus 22:37
Ronaldo Lidório. Teologia, Piedade e Missão
"Sim, é justamente na arena do coração que seremos edificados, confrontados, tentados e provados. Precisamos de corações continuamente quebrantados e ensináveis, mas devemos abraçar a cristalina realidade: não conseguimos quebrantar nosso próprio coração. Dependemos de Deus. Somos, assim, convidados a orar com absoluta confiança e sinceridade: "cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova dentro de mim um espírito inabalável. Salmos 51:10"
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