quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Cabeceira 2023/2024


Tenho uma história com esse livro. Comprei buscando respostas rápidas para questões polêmicas tão presentes na sociedade. Lembro-me ao manuseá-lo para primeira vez: pulei os capítulos... 
Hoje percebo que antes as minhas intenções com o livro era de responder imediatamente os problemas tratados pelo autor. Devido a essa "pressa", não finalizei a leitura na época e o livro ficou preso no Rio de Janeiro, após meu primeiro embarque em São Paulo. Foi por um nascente interesse em ir buscá-lo que tenho apreciado novamente a leitura e Deus olhou novamente para mim. 
A cada página venho sendo ensinada a dificultar mais as perguntas, a aprender a responder de modo simples, melhorar a resposta dada pelo autor (porque obviamente ele não traz a resposta pronta) e a identificar os pontos que precisam ser melhor desenvolvidos.
Esse tem sido um livro muito presente nos meus dias e companheiro de viagens ao trabalho, não apenas na bolsa, mas também à mesa como ponto de debate aos problemas tratados com os colegas durante a minha jornada.
Quanto ao sofrimento e o problema do mal, fiquei emocionada em muitas passagens, pois meu coração respondia antes do desfecho de cada ideia transmitida pelo autor. Um boom! mágico dentro de mim. As respostas estavam aqui, o livro as floresceu. Ficou mais fácil responder questões que são tão complicadas a muitos cristãos. Mas o que quero deixar registrado é a sinceridade que encontrei em mim ao me deparar com a questão do aborto. Eu defendia o aborto, mas sempre fui totalmente contra a prática do aborto e inclusive, naquela época lá que comprei esse livro, fui criando uma resposta falsamente bíblica para essa questão, resposta simples e eficaz. De Gênesis a Apocalipse eu tinha uma resposta biblicamente falsa e eficaz para "defender" um Estado abortista e ser severamente contra a prática do aborto. Vou resumir a ideia biblicamente falsa que eu criei, é muito fácil de compreender!

1. Deus deu ao homem o livre-arbítrio
2. O homem sempre escolhe fazer o que é mal
3. A Bíblia nos ensina que a responsabilidade de seguir o caminho de Deus é individual
4. Quem conhece a Deus, conhece a pecaminosidade do homem e o seu mal
5. A Bíblia nos ensina que devemos obedecer as leis do Estado
6. Os homens se organizam em um Estado abortista para exercer o seu mal
7. Deus deu ao homem o livre-arbítrio

Sendo assim, podemos concluir que o aborto é um mal, se o Estado Democrático permite (pessoas más), logo, pratica o aborto quem é livre e os cristãos permanecem no caminho do Senhor. 
O que eu não sabia? Imbuída de ciências, eu não compreendia o embrião, tendo a certeza que não é uma vida. Tanto que, mesmo EU não defendendo o aborto, o embrião está em formação no corpo de uma pessoa (que possui uma vida) e qualquer prática abortiva afeta somente essa pessoa, física e psicologicamente, portanto eu sempre fui totalmente contra o aborto. Era uma defesa da vida que engravida e não à vida. Vale ressaltar que também nunca fui favorável ao discurso do "corpo da mulher", pois o embrião não se forma sozinho no útero, independentemente de como ele veio a se formar, outra pessoa participou dessa formação.

O cristão não está para a defesa da religião cristã, o cristão defende a FÉ. E a Fé que temos não quer somente um "espaço" legalizado no Estado, nossa Fé é a luta por todos os nossos valores e princípios em Cristo.

Foi o capítulo que também proporcionou um bom diálogo (até agora) com o Murillo, meu (ex-colega de trabalho*), ele levantou uma questão muito interessante quanto aos Direitos e Deveres do cidadão, rapidamente refleti e pude dar uma resposta com argumentos concernentes à questão (por ex: uma pessoa sem RG não é cidadão. Então uma parte dos brasileiros não é cidadão por não ter um RG? E mais: uma pessoa viva tem direitos e deveres a cumprir. Então um bebê nascido não é uma pessoa? Ele concordava e continuamos mais um pouco). Eu continuei pensando, anotei, ele saiu e fiquei bem animada, tudo ali, fresquinho após alguns minutos de leitura, tudo de bom.

Pra fechar, estou no penúltimo capítulo e se Deus quiser compartilharei o necessário após a conclusão do livro.

*Graças a Deus pude conversar com o Murillo, porque algumas semanas depois ele foi demitido, consenti bastante sua partida, estávamos criando um bom laço e sempre olhei muito pra ele, pois ele usava uma quantidade considerável de maconha o dia inteiro e eu sempre o alertava contra isso, me pondo à vista.