terça-feira, 20 de junho de 2023

Macumba

 Passei de novo pela macumba, eu estava do outro lado da calçada, eu não sabia o que fazer, observei. Outras pessoas também paravam ali para observar o que estavam fazendo. Três jovens na calçada se atavam desesperadamente. Eu não sabia o que fazer. Fui embora orando enquanto caminhava indignada, terças e quintas sempre têm macumba "forte" aqui pelas ruas. Imaginei até que um dia, um dia eu vou me aproximar e parar em frente aquela porta e gritar "arrependam-se!", vou deixar que chegue a esse ponto? vou me desesperar? eu não quero que ninguém morra. É horrível saber que alguns escolhem a morte.

Abordei os três irmãos em frente a Igreja Evangélica Assembleia de Deus, indignada, compartilhei o que estava em meu coração. "Passei pela macumba"... "de novo"... "não fiz nada"... o que fazer? Orar

E como tenho orado pouco. ai meu joelho


sábado, 17 de junho de 2023

Estive em um prado: preciso te contar



Um campo?
- É um campo, moça. 
Ah, eu vi que era um parque, nunca fui. 
- Só seguir ali.
Tá bem, vou virar essa próxima rua, obrigada. Fiquei imaginando um campo aberto, tipo um prado, mas não grandes coisas, pois no mapa era um terreno pequeno.
Entrei pelo estacionamento. É isso!? exclamei para mim. Só um campinho de futebol de bairro.
Mais cedo saí de casa pedindo a Deus fazer alguma coisa, porque com o meu joelho ruim eu não estou conseguindo fazer quase nada. A preocupação com os dias sem trabalhar tem sido colocada aos pés da cruz, porque está tudo sob controle.
Hoje eu saí para almoçar em outro lugar, decidi conhecer o estabelecimento do delivery que sempre peço no jantar, o almoço costuma ser no restaurante da esquina de casa. Eu queria mesmo era caminhar um pouco, sair do quarto e colocar o joelho pra trabalhar, ainda dolorido e eu mancando, quase uma semana após o acidente e dois dias sem a medicação, queria eu estar bem melhor, porém a contusão foi moderada. A comida veio fria, a quentinha sempre chega quente, acontece, mesmo tempero, enfim, a mousse estava uma delícia, saí do restaurante depois do cafezinho. 
Confundi algumas ruas enquanto mancava buscando sol. No dia anterior descobri que a igreja batista onde o Rev. Jonas Madureira é pastor, fica bem ali na rua do meu delivery favorito. Passei por ali.
Tentei não mancar algumas vezes até chegar ao parque, mas a falta de comunicação com a vizinhança não me impediu. Eu olhava a calmaria, dia frio, nunca estive por essas ruas.
O parque barra funda é um campinho de futebol de bairro. Entrei no campo buscando um banheiro, graças a Deus estou me livrando dessa retenção de líquidos causada pelo anti-inflamatório. Fui em direção a uns jovens que estavam na sombra de uma construção que parecia banheiros. Deve ser ali.
Me aproximando pensei em fazer alguma coisa, não perguntei primeiro sobre o banheiro, perguntei se conhecem a Jesus Cristo, se conhecem a mensagem da salvação. Enquanto eu falava entreguei os folhetinhos que carrego comigo a cada um, eram seis jovens na faixa de 20 anos. Os meninos ficaram meio sem graça, mas eu insisti em continuar, eu sei o que dizer, vou ficar mais um pouco. Um deles respondeu que não conhecia a Mensagem, eu falei bem devagar. Fiz mais perguntas, perguntei da escola, da família, dois responderam que não conhecem a Jesus Cristo, mas alguns parentes vão à igreja, eles não. Então respondi que no meu caso é o contrário. - Só você é evangélica? Questionou o jovem atento. Respondi que sim. Foi Deus que me resgatou, é Ele que nos converte, nós temos que anunciar o Evangelho, mas quem faz é Ele. - É Ele que vem até nós. Respondeu ele, que também afirmou não O conhecer, mas sabe responder.
Fiquei mais uns minutos ali com eles, tentando descontrair e prosseguir, a oportunidade seguinte foi Gênesis: Moça, por que meu amigo é um animal? Eu não lembro o que respondi, o banheiro não era ali, estava fechado, segui pro mercadinho que eles me indicaram.

16/06/2023